sábado, 29 de setembro de 2012

Candidatos endinheirados navegam em céu de brigadeiro em Rondônia.



Xico Nery
Manaus (AM) – Parece haver consenso entre corruptos e corruptores nas cidades rondonienses no período do “antes e durante” das eleições que se avizinham ao dia 7 de outubro vindouro. E, seqüencialmente, entre corruptores e corrompidos haja vista o tamanho do derrame de dinheiro (não) “declarado” pelos candidatos.
Não é o só os com dinheiro que, vez ou outra, que fazem bom ou mau uso das “brechas” da legislação para atrair potenciais eleitores, não! O sem e o com dinheiro, obviamente, poderiam ser apanhados. Porém, o aparelho policial rondoniense ainda não deu às caras para conter os maus candidatos e candidatos maus – como deveria.
Outro dia, forças federais detiveram e prenderam um “candidato arraia-miúda”. Logo fora solto! Enquanto isso, o derrame de dinheiro advindo de grupos políticos e econômicos que já governaram este Estado corre à solta. No domingo 23, cerca de três mil veículos do candidato “Sêo Português” exibiram, pelas ruas da periferia, a cor de parte dos R$ 10 milhões declarados à Justiça. Obviamente, todos abastecidos com dinheiro de seus condutores.
- Uma gracinha a carreata-bonde, a dele, ironizaram potenciais corruptores de grupos menores. Eles deixaram escapar essa pérola: “Queríamos ter pelo menos 10% dessa dinheirama toda”, disseram. Mesmo correndo o risco de alguém do grupo vir a ser preso, em um cochilo durante a prestação de contas à Justiça.
“Sêo Português” declarou R$ 10 milhões. Afinal, estaria ou não sob as asas dos ex-governadores Ivo Narciso Cassol (PP), José Aparecido Cahulla (PPS) e de outros bam-bam-bans de conhecidos conglomerados econômicos que atuaram com desenvoltura na gestão do pupilo José Genaro à frente da SEFIN (Secretaria de Estado das Finança)?.
No passado recente, teria sido dele a ordem para demitir um fiscal que autuou - e fora demitido - no Porto da Balsa, o filho do vice de Português. À época, o caso não foi bem explicado. Nem o Sindicato dos Auditores teria se manifestado, plenamente. (continua)

Isso o que é? Claro que se trata de abuso de autoridade, nepotismo e outros crimes ainda a serem tipificados. Uma pena que a mídia beiradeira – a que quer mandar em tudo – não deu a notícia. O melhor exemplo da mídia mundial é ainda o Wiki Leaks que divulga tudo sobre mais observações das políticas (externas e internas) de países poderosos como a Inglaterra e Estados Unidos.
Isso é compromisso com a sociedade civil, ou não? Mas voltemos ao tema “Corruptos, Corruptores e Corrompidos. Pois bem...
Dinheiro declarado ou não, sujo ou mal lavado, o que importa é que os tubarões da política rondonienses continuam navegando em céu de brigadeiro. Na verdade, eles se acham intocáveis, senão! E ao ponto de, no Vale do Guaporé e em no seu entorno, serem protagonistas da varredura de Terras Indígenas (TI), além de senhores dos garimpos do Rio Roosevelt e potenciais afrontadores da mãe Natureza à cata de rios e cachoeiras. Isso não pode!
Contudo, sabe-se, no entanto, que, “Sêo Português” declarara R$ 10 milhões, mas que só teria R$ 4 em patrimônio. Então, de onde viria o dinheiro para essa gastança tão visível, mas turva aos olhos de um Ministério Público tão atuante, como o rondoniense? Por que ninguém quer ver tudo isso? Afinal, trata-se de um acinte aos contribuintes honestos.
Brilho, êxtase, pão, carne, leite e mel é o quadro diário que ronda os bunkers políticos do “Sêo Português” nos quatro cantos da cidade. Cabos eleitorais, formiguinhas, assessores, marqueteiros, postos de gasolina, candidatos e eleitores arrebanhados nos bolsões de miséria, todos recebem em dia porque são bem pagos. E precisam de dinheiro. Enquanto isso, os caminhões do “Português” cruzam as fronteiras de Rondônia e Amazonas. E secos, por sinal.
Pois é, quanto vale o silêncio de alguns dos muitos que acreditam no exercício da cidadania e na força da caneta dos que representam, pelo menos, a deusa Minerva?
Xico Nery é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, Televisão, Repórter Fotográfico de Agências Nacionais e em Países Bolivarianos e Andinos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

VEREADORA ANA PAULA, DE NOVA BRASILÂNDIA ABUSA DO PODER ECONÔMICO



A vereadora Ana Paula Alves Ferreira (PSDC) de Nova Brasilândia D’Oeste, que tenta a sua reeleição, não está para brincadeira, segundo informações obtidas no município, ela estaria praticando o famigerado abuso do poder econômico. Denúncias dão conta de que ela tem pra mais de 300 formiguinhas trabalhando na sua campanha. Assim sendo, é simples fazer as contas, se cada formiguinha votar nela e conseguir mais um voto ela já sai com 600 votos.
          Em seu histórico político, a vereadora se destacou por ser uma das aliadas e mais aguerrida defensora do foragido da justiça e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado deputado Valter Araújo, que continua em destino ignorado, pelo menos, por parte da justiça. Valter é acusado de desviar milhões de reais da saúde pública, uma das áreas mais críticas de todos os governos em todas as esferas.
          Seria de bom senso, que o Ministério Público Eleitoral, desencadeasse uma investigação rigorosa para apurar os fatos, pois, em sendo verdadeiros, ela estaria infringindo a lei eleitoral, que permeia seus ditames pela igualdade nas disputas eleitorais. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Madeireiros rondonienses insistem em roubar madeira de reservas amazonenses


Sul do Amazonas (Rio Ituxi, Lábrea e Canutama) –Por Xico Nery.


Não é de hoje que madeireiros e fazendeiros rondonienses são acusados de invadirem áreas compactas em terras indígenas e reservas extrativistas, estas habitadas por populações tradicionais destinadas a projetos de assentamentos e de reserva legal vinculados à agricultura familiar entre os estados do Amazonas, Acre e Rondônia.
Há três anos, o ex-governador João Aparecido Cahulla (PPS), anulou, com aval do Parlamento rondoniense, uma grande faixa de terras pertencentes a uma reserva extrativista ao longo do Rio Abunã. A área fica nos limites com as cidades de Lábrea e Canutama sob o olhar complacente de ambientalistas e autoridades dos três estados amazônicos. Até o momento o domínio ainda não foi restabelecido - nem pelo Estado rondoniense, nem pela União.
O ato possibilitou uma verdadeira corrida de toreiros e madeireiros às regiões de fronteiras e fundiárias com as terras indígenas da etnia Kaxaxari. As invasões escandalosas nunca contidas, o que corrobora até a essa data para o aumento vertiginoso dos índices de desmatamentos e depredação do ecossistema da fauna e da flora – uma atribuição do IBAMA, ICM-Bio e das secretarias de Florestas e de Desenvolvimento Ambiental.

Em linhas gerais, só em madeira, segundo lideranças indígenas e extrativistas, “cerca de 30 mil metros cúbicos teriam solapados no período de seis meses”. As incursões dos ilegais, eles disseram, “ocorrem através de carreadores nas fundiárias das fazendas rondonienses no eixo dos distritos de Nova Califórnia, Extrema e Jaci-Paraná, respectivamente.
O modus operandi desses grupos, de acordo com ambientalistas independentes ouvidos por este site de noticias com assento nas Comissões das Pastorais da Terra (CPT’s) do Acre, Amazonas e Rondônia, “é o mesmo praticado por madeireiros sulistas estabelecidos nos arredores das RESEX no bioma Machadinho, Cujubim, Vale do Anari, Costa Marques e Guajará-Mirim”.
- Eles chegam e legalizam parte das terras junto ao INCRA, SEDAM (RO), denunciam. O segundo passo é obter as licenças ambientais que autorizam a execução de planos de manejos. O terceiro é com os laudos graciosos obtidos juntos a esses órgãos, o que os credenciam a comercializarem a madeira, a maioria de espécies nobres e até em processos de extinção, reiteram as lideranças.
TRISTE HISTÓRICO - A exemplo do líder indígena, Walmir Suruí, cujo nome entrou para a lista do Programa de Proteção do Governo Federal, “as etnias do lado amazonense também são ameaçadas, mas o governo do estado mais poderoso da Amazônia, nada fez até agora para coibir as ameaças e o roubo de madeiras nobre e essências naturais”.
- Aqui, no Rio Ituxi, é flagrante a presença de madeireiros e fazendeiros rondonienses, eles disseram a este site. Além do modus operandi em comum, por essas bandas a prática é própria de maus migrantes que advindos à Amazônia (Oriental e Ocidental) nas décadas de 70 a 90. Esses grupos, no lado rondoniense, são os responsáveis diretos pela tomada de grande parte do potencial madeireiro das RESEX de Machadinho do Oeste, Cujubim, Anari, Candeias do Jamari, Costa Marque e Guajará-Mirim. Ninguém foi preso, nem autuado por queimadas em suas supostas propriedades cujo domínio é da União Federal e dos estados da tríplice fronteira.
NINHO DE BANDIDOS – A maioria das serrarias ilegais acusadas de roubo de madeiras e essências naturais fica no lado rondoniense dos distritos de Mutum-Paraná, Jaci-Paraná, Extrema, Fortaleza do Abunã, Nova Califórnia - estes palcos de intensas e violentas disputas pela posse da terra em áreas da União. A maioria dos casos resulta em assassinatos de líderes campesinos, de sem-terra, indígenas e ribeirinhos que habitam as áreas há mais de trinta anos.
Mas é de Jaci-Paraná, Extrema e Nova Califórnia que as Pastorais da Terra (CPT’s) e Ongs de defesa dos direitos humanos registram os maiores índices de violência no campo, onde madeireiros, fazendeiros e políticos rondonienses seriam os supostos mandantes de assassinatos, seqüestros e incêndios a pequenas propriedades em áreas de litígios agrários e de sonegação por uma evasão escandalosa de tributos municipais, estaduais e federais.
No eixo desses distritos, situam-se os maiores roubos de madeiras e essências naturais do lado amazonense por fazendeiros e madeireiros rondonienses. Nesses distritos é onde fica o maior pólo madeireiro no âmbito de Porto Velho. É de lá que, “desde os anos 90 que ocorrem os maiores índices de violência no campesinato municipal”.
Xico Nery é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e Contato de Agências de Noticias Nacionais, Países Andinos e Bolivarianos.
Fonte: Xico Nery
Autor: Xico Nery
Colunista: Eliel J. Neto


quarta-feira, 27 de junho de 2012

APAIXONEI-ME PELA PRINCESA A PRIMEIRA VISTA


Foi avassalador, mexeu com o meu coração no primeiro instante em que a vi. Também como não se apaixonar por uma princesa? As pernas tremeram e o coração bateu acelerado, em questão de instantes eu sabia que jamais poderia tirar-lhe do meu coração. Apesar de já não ser mais nenhuma menina, a Princesa do Madeira possui seus encantos e do alto dos seus 144 anos, ainda é capaz de arrebatar corações, assim como fez comigo.
            Estou falando da cidade de Humaitá – AM, mais precisamente no sul do Amazonas, o portal de entrada de um dos estados mais lindos do nosso querido Brasil. As peculariedades da Princesa do Madeira e do povo que nela habitam, são tantas e diversas que são capazes de fazer disparar corações de pedra.
            Fundada em 1869, sua dimensão, é maior que o estado do Alagoas, o que a torna, um dos maiores municípios do Amazonas, sua população está próxima de atingir a marca de 50 mil habitantes, parece pouco para uma princesa de quase 150 anos, mas levando-se em conta a geografia da região e a dificuldade de acesso que assolou a região por décadas e mais décadas, ela ainda está num patamar avançado. E, suas perspectivas de crescimento são as melhores possíveis. Hoje, na região sul do Amazonas ela é a porta de entrada, distante da capital de Rondônia somente 200 quilômetros, ligada por rodovia pavimentada e com a proximidade do fim das obras da ponte do Rio Madeira que liga os estados de Rondônia e do Amazonas, com certeza a Princesa do Madeira irá se transformar numa Rainha.
            De Francisco Fiúza Maia seu primeiro prefeito, até Dedei Lobo seu atual mandatário, a cidade de Humaitá produziu filhos renomados tais como: o advogado e Governador do Estado do Amazonas por duas vezes Dr. Plínio Ramos Coelho; Raimundo Neves de Almeida, escritor, historiador, contista e poeta; Álvaro Botelho Maia, que governou o Amazonas em três ocasiões; Ubiratam de Lemos, filho do Barão da Borracha, foi repórter investigativo e ganhador do 1º prêmio Esso de Jornalismo; enfim a Princesa que deveria ser Rainha produziu excelentes frutos.
            Não posso dizer que conheço toda a sua história, nem tampouco todos os seus encantos, afinal de contas só fazem dois dias que a conheço, entretanto posso afirmar com toda a convicção de que a paixão foi a 1ª vista.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O CLAMOR DO POVO DE NADA ADIANTA, E JUSTIÇA CONCEDE HABEAS CORPUS PARA VALTER ARAUJO


A Sexta Turma de Juízes do Superior Tribunal Federal (STJ) concedeu um Habeas Corpus devolvendo o ex-foragido da Justiça Valter Araujo ao seio da sociedade. No que pese o clamor popular do povo de Rondônia, para que o ex- deputado cassado e os demais envolvidos no esquema de corrupção que angariou milhões de reais dos cofres públicos, fossem punidos severamente, mais uma vez a Justiça Brasileira nos faz crer que ser ladrão é a coisa mais certa do mundo.
Os abutres políticos são beneficiados por leis arcaicas, e a impunidade impera no Brasil. Como diz um amigo meu, a justiça só serve para condenar negros, pobres e prostitutas, os criminosos do colarinho branco agem ao seu bel prazer confrontando tudo e a todos.
O ladrão do erário Rondoniense já entrou na justiça tentando reaver o seu mandato na justiça, particularmente já estou acreditando que conseguirá seu intento, pois juízes vendem sentenças, e dinheiro ele tem de sobra para pagar, e ainda que não tivesse o dinheiro teria ele quem pagasse por ele.
Ao povo Brasileiro e ao povo Rondoniense, só resta a indignar-se e mais nada, os corruptos continuarão a roubar, a Polícia Federal investiga e prende e os juízes soltam. Assim é que funciona a coisa e assim continuará a funcionar.
Só nos resta a lamentação.